por alef mansur – setor de sopro da playtech teodoro sampaio
Provavelmente seja este o saxofone de utilização estudantil com melhores resultados numa análise racional; desde quanto custam, a como podemos avaliar sua aplicabilidade.
O som se propaga de forma homogênea, envolvendo o ambiente com uma sonoridade ampla e imponente.
Com timbre e projeção surpreendentes (para a categoria em que se acha), com seu acabamento sem falhas, e podendo designar como de boa atuação a sua boquilha, este saxofone adéqua-se a uma condição de bom custo-benefício; além de não necessitar de prévias intervenções técnicas para obter uma performance sem percalços.
O Jupiter 565 é um instrumento de aplicação cotidiana para principiantes, atendendo bem as suas necessidades; e de ótimo rendimento nas mãos de estudantes avançados_ que usufruem de habilidade e conhecimento técnico para agregar valor musical ao que este instrumento naturalmente lhes oferece.
Características:
- Corpo e chaves laqueados (latão polido);
- Campana removível (possibilita o acesso mais fácil à “couraça,” em casos eventuais de manutenção)
- Logotipo gravado na campana;
- Parafusos para micro-regulagem (facilita o serviço técnico de montagem do instrumento);
- Dedeira direita de ABS com opção de ajuste (esta é presa com um parafuso central, que dá opção de regulagem no sentido oblíquo_ para direita ou esquerda).
Recursos:
- F5 frontal (chave à ser acionada com o dedo indicador da mão direita);
- Bb na mão esquerda (chave geralmente menor com madrepérola_ côncava ou convexa dependendo do fabricante_ que pode ser acionada simultaneamente com a chave de Si, pelo dedo indicador ou pelo dedo médio, simplesmente);
- Chave de F# agudo (refere-se a nota da 3ª. oitava Fá#5, este recurso que permite uma 3ª. opção digitação);
- G# articulado (esta chave é movida por qualquer mecanismo da mesa, facilitando algumas passagens);
- Bb da “mesa” com desenho anatômico e interligado ao C#3 por um balancim (permite uma unidade do sistema, sem formar degraus entre as chaves).
Acessórios:
- Correia tipo “padded” com gancho plástico (de fecho mecânico);
- Boquilha Jupiter #4 standard completa (a melhor do gênero, na minha opinião);
- Palheta Vandoren V16 #2,5 (lacrada para manter a mesma umidade de quando manufaturada);
- Cork grease Jupiter tipo bastão;
- Flanela;
- Estojo de madeira com 4 compartimentos e fecho simples;
- Certificado de garantia (válido por 12 meses).
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Contatos:
R. Teodoro Sampaio, 912 – Pinheiros – SP
E-mail: alefmansur.teodoro@playtech.com.br
Tel.: 11 3088 0006
por alef mansur – setor de sopro da playtech teodoro sampaio
Quando o saxofone foi desenvolvido por volta de 1840 pelo belga Antonie Joseph Sax, seu sistema de acionamento mecânico teve inspiração no feito do clarinetista alemão Theobald Boehm. No instrumento de Sax, montado sobre um tubo metálico cônico, contavam-se de 18 a 21 orifícios que combinados deixavam soar o cromatismo de duas oitavas e meia (Bb2 ao F#5) acionados de forma descomplicada, onde a disposição das notas compunham um diagrama funcional muito simples.
Foram explorados muitos recursos de digitação ao longo destes 168 anos de convívio com a obra prima de Adolphe Sax; onde o princípio da digitação combinava o dedilhado do oboé, com o sistema de acionamentos proposto por Boehm em 1832.
Algumas alterações já se propunham ainda na segunda década do século passado, como uma chave para o trinado do G#, disposta entre as chaves do E e F (na mão direita), presente principalmente em saxofones produzidos nos EUA. Em 1938 quando a francesa Buffet Crampon (reconhecida pela construção de clarinetes) montou uma sucursal nos Estados Unidos, convidou renomados construtores de saxofone e colocou no mercado um modelo assinado por cada um deles (entre os quais encontravam-se Frank Wolf e Carl Fischer); mas o ponto relevante deste comentário é que estes “Signature Models” tinham transpostas suas mesas como recurso á ser acionado com o dedo médio da mão direita. Os recursos foram dispostos em três mecanismos atrás da campana, ligeiramente acima das chaves de F, E e D. Outro tipo de recurso foi apresentado como um corretor de afinação… um ressonador do F para a 1a. e 2a. oitavas, localizado atrás do sax, antes e logo acima da curva que forma a campana; presente em alguns instrumentos americanos produzidos até a década de 30. Este ressonador é posto em ação num movimento oposto à chave de Fá, automáticamente; mas modifica a forma de digitação do G5.
A empresa francesa Vito, que anos mais tarde emprestou seu “design” a japonesa Yamaha, já tinha uma proposta para aquele que seria_ pelos músicos iniciantes_ o mais desejado recurso nos saxofones modernos, a chave de Fá sustenido agudo (F#5). A Vito a dispôs junto das chaves laterais (D5, D#5 ligeiramente abaixo da chave de F5) para ser acionada com o dedo anular da mão esquerda, já existiam instrumentos com o recurso onde o conhecemos, embora fosse mais cômodo na proposta francesa!
Os recursos que firmaram-se passaram a ser copiados por todos os fabricantes, entre outros possíveis aperfeiçoamentos, perduram, o F5 Frontal (chave acima do B4), o Bb médio, e agudo, na mão esquerda, o F#5 logo abaixo da chave de Bb lateral, acionado com a mão direita e o G# articulado pelas chaves de C#3, B2 e Bb2.
São recursos, todas as possibilidades de dedilhado alternativo encontradas em nossos instrumentos.
Por exemplo:
- F#3 e 4 na chave lateral acima da chave de F#5;
- Dó4 e 5 acionada com as chaves de B3 e 4 e a chave lateral (central) acima do mecanismo de Bb3 e 4.
- Bb somente na mão esquerda, (aquela com madre-pérola menor, entre as chaves de A e B) excelente para melodias em F Maior; ou acionado com os dedos indicadores das duas mãos em suas chaves de origem;
- Os superagudos são um capítulo à parte, pois fogem completamente ao convencional, e são extraídos por músicos experientes em posições que variam entre as marcas, os modelos e os tipos de saxes. Em determinados textos a utilização dos recursos agiliza a dedilhado dando-nos conforto e tranquilidade na execução, facilitando os trinados e alguns legatos, e ainda, na região aguda (a partir do Mi5) torna de forma geral o dedilhado bem mais flúido.
- Então, analise todas as possibilidades de seu sax, conheça as minúncias de seu funcionamento e não exite em adotar definitivamente a utilização, desde que sensata, de todos os recursos.
Lembrem-se: Recursos existem para tornar mais eficiente e rápida sua técnica de digitação; portanto, explore-os ao máximo e use-os sem contra-indicações.
por alef mansur – setor de sopro da playtech teodoro sampaio
O sax sempre foi um instrumento elitizado. Um sonho de consumo que permitiria chegar a forma de expressão artística mais fascinantemente encantadora, além de ser extremamente charmoso, e por conseguinte, sinônimo de “status”. Os grandes fabricantes do início do séc. XX fizeram deste período o mais criativo, requintado e o mais importante da história na sua produção. Compunham uma miscelânia de obra de arte e jóia preciosa que ajudou a perpetuar o desejo insaciável por este instrumento.
A produção de saxofones é históricamente reconhecida e imortalizada pelos franceses com o SELMER, criando o mito à partir da década de 30 com o Balanced Action até a década de 70 com o Mark VII, passando por vários modelos e inovações mecânicas e ergonômicas. Anteriormente, com os americanos, CONN, BUESCHER, KING e MARTIN; posteriormente com os alemãs B&S e JULIUS KEILWERTH, e os japoneses YAMAHA e YANAGUISAWA.
Hoje, o mercado nacional é dominado pela Yamaha, líder absoluta na preferência dos jovens consumidores, por dispor todo seu “Know How” a favor de um excepcional aproveitamento didático. Seguida de perto pela JUPITER (Taiwan), ainda com muitos modelos e séries desconhecidos dos brasileiros, mas com excelentes resultados no mercado. Porém, quem realmente fez a diferença no nosso mercado (bem no início do século XXI) derrubando os preços, foi a febre invasora de instrumentos de sopro chineses, os pejorativamente chamados “CHING LING”, por não terem nenhum compromisso eminente com o alto padrão de qualidade exigida nos conservatórios e universidades, nem com as mínimas necessidades dos estudantes_ como boa sonoridade e projeção, afinação e ergonomia.
Então, dentro desta diversidade, como proceder para escolher o seu primeiro saxofone?
1. Decida o valor máximo do seu investimento_ Este número incidirá entre R$1.000,00 e R$5.000,00 aproximadamente, se for um sax alto (este é didáticamente aconselhável); os tenores e sopranos dentro de uma mesma marca e modelo, são mais caros e impõem um pouco mais de dificuldade aos seus estudos;
2. Escolha uma marca com o melhor histórico de aceitação_ Pesquise bastante, converse com profissionais e/ou estudantes experientes;
3. Faça uma compra racional_ Entenda que na compra de um sax dentro do que apresentam-lhes como sendo um “BOM CUSTO-BENEFÍCIO”, (que já virou lugar comum) a perda do seu investimento é instantânea e substancial;
4. Observe aspectos como:
4.1. A Regulagem_
- Ergonomia (Qual o sax mais confortável? Compare! Analise alturas de chaves, o peso das molas, a resposta mecânica e ângulo de abertura do todel);
- Mecanismos com dois tempos, movimentos seccionados são frequêntes?
- Existem degraus entre chaves (comuns entre: Dó3/Ré#3, Si4/Fá5 frontal e Sib2/Si2/Dó#3/Sol#3e4);
4.2. Vazamentos_ no caso de instrumentos novos, podem ser causados por bocas amassadas, sapatilhas mal colocadas e qualquer chave, haste ou coluna fora de lugar, considere até falhas como campana torta, etc.
4.3. Sonoridade e Projeção_ É importante ouvir o instrumento, avaliar seu timbre e como é lançado este som, qual o seu alcance; análogamente, projeta em IR (som direto de pouco alcance) ou como Bluetooth, uma projeção que envolve todo o ambiente?
4.4. Acabamento_ Inclui uma análise dos pontos de solda, da ressistência estrutural e da cor do seu futuro instrumento. Podem ser laqueados, niquelados, dourados, prateados ou coloridos; prefira o que envolvem metais nobres, isto valoriza seu sax, sonora e monetáriamente.
4.5. Recursos_ Refiro-me a opções de digitação que lhes proporcionarão mais conforto e principalmente mais velocidade; são estas, partes integrantes da grande maioria das linhas de produção: o Fà Sustenido da 3a. oitava (F#5), o Fá frontal (F5_ localiza-se ligeiramente acima da chave do Si3/Si4), Si Benol na mão esquerda (Sib LH), Sol Sustenido articulado (este pode ser acionado também por qualquer outra chave_ B2, Bb2 e C#3_ que compõe um conjunto de mecanismos chamado mesa.
A aquisição de um saxofone deve ser orientada, mais pela razão do que simplesmente pelo calor da emoção no momento da escolha do seu primeiro instrumento.
- Pareço gélido e sem coração ao transmitir-lhes isso, mas pense no seu futuro como instrumentista, você merece o melhor desde o início de sua carreira; e definitivamente você não tem que tocar o suficiente para adquirir o sax do seu sonho, ele é quem te conduzirá ao sucesso!
Faça uma boa escolha e até a próxima.

