Aprender a tocar um instrumento de sopro significa mecanicamente, aprender a dosar a quantidade de ar emitido a uma determinada velocidade.Assim, se tratarmos deste assunto do ponto de vista científico, a física nos ajudará a compreender o mecanismo de produção, propagação e desdobramento dos sons desde a sua epigênese.
Um som produzido, tendo-se como agente excitador ou fonte geradorao vento e como meio propagador ou amplificadorum tubo como uma câmara de ressonância, terá sua entoação alterada para o agudo na medida em que diminuímos o comprimento deste tubo, ou se aumentarmos proporcionalmente a velocidade da coluna de ar que o percorre. Se obtivermos o A440 (Lá 440) para um comprimento x, sua oitava acima terá o dobro destas vibrações (A880); o segundo harmônico será a nota Mi, uma quinta acima, com (440*1.5) uma vez e meia o número de vibrações da nota de partida; o terceiro harmônico será o próprio Lá duas oitavas acima do primeiro. Entenda melhor esta relação:
|
Nota |
N° Vibrações |
Relação 1: |
Correspondente |
|
Dó |
264 |
1, 000 |
1 |
|
Ré |
297 |
1, 125 |
9/8 |
|
Mi |
330 |
1, 250 |
5/4 |
|
Fá |
352 |
1, 333 |
4/3 |
|
Sol |
396 |
1, 500 |
3/2 |
|
Lá |
440 |
1, 667 |
5/3 |
|
Si |
495 |
1, 875 |
15/8 |
|
Dó |
528 |
2, 000 |
2 |
Assim: Lá= (n° vib. de Dó) *5/3
Ou seja, o Lá= 264*1.667
Então Lá= 440
Ocasionalmente, se aumentarmos o comprimento do tubo ou ainda, se aumentarmos o seu raio interno a entoação obtida será mais grave. Podemos notar então que os sons de uma escala temperada são obtidos a partir desta premissa. Daí serão determinante para o fluxo equilibrado da coluna de ar e para a afinação, o diâmetro e a localização de cada furo na extensão do tubo (isso se pensarmos numa flauta, num clarinete, num oboé, num saxofone, ou num fagote). Os instrumentos da família dos metais, trombones, trompetes, trompas e saxhorns dependem de forma mais literal dos harmônicos, pois o tubo é aberto apenas nas extremidades e as combinações entre os pistos é que determinarão o seu comprimento.
Todo instrumento de sopro parte do princípio de construção de uma forma tubular ou cônica; e devemos entender que o nosso resultado sonoro: volume, afinação, timbre e projeção, estão diretamente relacionados com o comportamento do fluxo de ar (volume e velocidade) dentro deste tubo (considerando-se plano, o seu corte interno). Quando sopramos nos instrumentos genericamente denominados “Piccolo”, sejam flautas ou trompetes, devemos observar a susceptível dificuldade na própria emissão do som, o que comprometerá evidentemente, a afinação; isto acontece por que nestes instrumentos o volume quantitativo de ar é pequeno se relacionado com um clarinete, por exemplo, mas deverá ser muito maior a velocidade ou a pressão de uma coluna constante, homogênea e ininterrupta de ar. Quando conseguimos emitir uma nota Dó_ numa determinada oitava, em qualquer instrumento_ a sua correspondente uma oitava acima terá duas vezes sua velocidade (o que denota o aumento da pressão exercida), no caso inverso, sua velocidade cairá pela metade e desta forma obteremos o Dó da oitava anterior (mais grave). A relação entre os diversos instrumentos de sopro baseia-se nesta premissa: quanto maior, mais grave; assim exige maior quantidade de ar e menor pressão. E quanto menor, mais agudo; necessita então de menor volume de ar com mais velocidade, mantendo-se sempre o fluxo estável.
Quando falo de pressãoestou também me referindo a outro ponto de equilíbrio; entre a força com a qual sopramos (o que implica na maior ou menor velocidade na passagem da coluna de ar) e o quanto apertamos a palheta contra a boquilha, ou o bocal contra nossos lábios. Ou seja, o som virá com a mesma proporção de qualidade da nossa_ tão necessária_ embocadura. Devemos então nos preocupar primeiro com a embocadura; resultado de horas de estudo de notas brancas, adaptando nossa musculatura oro mandibular aos bocais e boquilhas. Onde os objetivos são claramente, fortalecer os músculos da face, acondicionando-os a esta nova tarefa e estudar sua relação com o próprio instrumento; proporcionando um entendimento do que é necessário fazer para obter o resultado esperado. O que o fará descobrir pelo uso diário e constante, qual é a melhor posição para tocar, como emitir o sopro, e refinará seu controle do instrumento num todo.
Mas quais devem ser estes primeiros sons?
O poder de controle do aprendiz será maior, se “longe” das áreas extremas dos registros graves e agudos. Desta forma resta-lhes a região central da tessitura de cada instrumento.
SOL3 – LÁ3 – SI3 – DÓ4
(Clave de Sol – a partir da 2a. linha do pentagrama)
Este é o ponto onde seus esforços serão mais rapidamente recompensados e o ponto de partida para a formação do seu som. Expandindo-o comedidamente para a região grave por graus conjuntos descendentes:
DÓ4 SI LÁ SOL – SI LÁ SOL FÁ – LÁ SOL FÁ MI – SOL FÁ MI RÉ – FÁ MI RÉ DÓ3
Depois, aplique de forma análoga na ordem inversa a partir da nota com maior fluência adquirida.
Por exemplo:
Você consegue um som firme e afinado a partir da nota MI3? Então toque:
MI3 FÁ SOL – FÁ SOL LÁ – SOL LÁ SI – LÁ SI DÓ4
Outra orientação importante é o relato da forma como devemos soprar. O H. Klosè, famoso método para saxofone, em sua versão em Português e Espanhol, diz que cada nota tocada deve ser emitida a partir de um golpe de língua seco, como se pronunciássemos a sílaba TU. A veracidade ou a aplicabilidade desta informação justifica-se por atender aos imediatos anseios dos aprendizes. Mas a devida forma deve partir do princípio de que a coluna de ar é oriunda e deve ser sustentada pela função diafragmática.
Para conduzir com maior fluência o início destes estudos, sugiro que seus exercícios sejam preenchidos com notas longas, executadas em graus conjuntos e com sons ligados. Não se esquecendo de emitir sons firmes, sons reais (não utilize sub-tones), com intensidade moderadae se puder faça isto em frente a um espelho; isto ajudará a corrigir sua postura, assim você poderá monitorar sua respiração e ajustar a altura dos dedos em relação às chaves ou pistos de seu instrumento, deixando-os mais rentes aos mecanismos.
O som é o nosso único objetivo. A ele dedicamos uma vida de estudos práticos, teóricos, rítmicos. Portanto, tenha sempre como objetivo incondicional, a busca pela melhora incondicional do seu som.
por Alef Mansur
saxofonista especializado em sopro e Coordenador do Departamento de Sopro da PlayTech na Teodoro Sampaio.
alefmansur.teodoro@playtech.com.br
*Esta matéria também foi publicada na revista Sax&Metais N.20 Nov 2008.
Há tempos que a gaita de boca já não é usada em blues tristonhos da década de 20.
Ela cresceu muito, mesmo continuando fisicamente igual, mas num estado espirituoso que já pode ser considerado um gigante. Está presente em todos os estilos musicais, do jazz ao choro, do samba a bossa-nova e do rok á música árabe.
Ela conquista não somente pelo tamanho e praticidade, mas sim pelo encanto e amor. Quantos de nós já nos perguntamos, como é este músico consegue tirar tantas notas neste instrumento tão pequeno? Estas e outras perguntas têm sido feitas ao longo dos anos, principalmente da década de 70 para cá, onde novas técnicas aplicadas nestas harmônicas invadiram o mundo com um efeito parecido com um tsunami.
Para termos uma idéia, a gaita é considerada um dos instrumentos com maior número de compradores por impulso. Por isto, sempre vemos desde crianças até idosos com suas harmônicas de boca sempre ao seu lado.
A internet e seus infindáveis sites sobre gaita, tem sido uma importante aliada no quesito divulgação e popularização.
Mas falando sobre estilos musicais, o tango tem utilizado muito por suas características serem bem parecidas com o som do bandoneon (tradicionalíssimo na argentina) e é claro, tem se saído muito bem.
Na Ásia central e afins, terra do som majestoso, num emaranhado de cordas e percussões típicas daquela região, canções consagradas tem obtido grande sucesso de público no som tão conhecido de uma gaita de boca.
Já no continente africano, terra marcada por fortes traços de cultura, existem gaitistas que fazem shows regularmente e divulgam este instrumento com efeitos e tecnologia a favor do sopro.
Mas o que dizer da gaita no Hard Rock, música eletrônica, balada de mexer até o mais duro quadril? É, o que parecia ser impossível, já aconteceu. Existem diversos músicos tocando em baladas nota dez e tem sido um imenso sucesso.
Sem dizer no pop rock, que tocam músicas que tocam em novelas e seriados, muitas delas já tem a marca; a assinatura; o nome da gaita.
Mas sei que ainda falta muito para o devido respeito, crédito e valor que ela merece, mas numa terra de cheia “cara-de-paus” que surrupiam a cultura, o povo, a educação e a honra humana, já podemos dizer que a gaita tem seu lugar ao sol.
Por Jacques Tegani
Promotor HERING
contato: jacquestegani@heringharmonicas.com.br
Por Alef Mansur
Dept. de Sopro – PlayTech Teodoro Sampaio
Qual a melhor marca?
Qual delas dura mais?
Que palheta eu devo usar?
Qual o número aconselhável para um iniciante?
O quê há de diferente entre os vários modelos?
Será que esta, ou aquela tem o timbre que estou procurando?
Nós, músicos de sopro_ restritamente os saxofonistas e os clarinetistas_ nos deparamos corriqueiramente com os dilemas relacionados á escolha das nossas palhetas e tentamos desesperadamente encontrar a palheta ideal nesse universo inexplorado. Quem poderá imparcialmente responder a todas estas questões? Apenas a vivência diária poderá contribuir para nortear nossas decisões; a resposta está dentro do bom senso, naquilo que escolhemos como o melhor.
Mas antes de discutirmos a grande oferta de marcas e modelos no nosso mercado interno, devo destacar:
- A falta de compromisso didático de alguns “professores particulares” _ instrumentistas que com a pouca orientação que tiveram, assumem o papel de formadores de opinião.
- A falta de visibilidade metodológica de alguns segmentos religiosos_ que formam músicos sem nenhuma perspectiva de êxito como instrumentistas.
- A pouca divulgação nos meios especializados_ aliada à ausência de endosso pelas companhias importadoras.
- A conseqüente falta de amplitude aos horizontes dos aprendizes_ na sua maioria, e por todo despreparo, não sabem reconhecer a importância daquilo que mais desejam.
É difícil optar, ainda mais se um leque tão vasto de alternativas se abre, e nem sabemos por onde começar. Todas as palhetas estão dentro de um padrão de qualidade proposto pelo próprio fabricante, e é isso que faz com que aquele instrumentista opte por determinada marca. Agora, que critérios ambos utilizam? Um para fabricar, e outro para escolhê-la como sua palheta preferida?
O fabricante zela por seu produto desde o plantio da cana (tipo de bambu mais denso que o nosso, conhecido como cana da Índia), passando pelo controle de pragas, o corte, a armazenagem, e pela fabricação propriamente dita. Ainda mais criteriosos na definição do tipo de raspagem (se americana ou francesa) e na eficácia da qualidade desta etapa. A medição de sua densidade (bastante variável entre os fabricantes), mas com especificações seguidas à risca, dentro de uma tabela que classifica que uma palheta #2 ocorra do #1,88 ao #2,16, por exemplo, (estes números não compõem a tabela de densidade de nenhum fabricante). O seu invólucro, que garantirá que o produto chegue são as mãos dos músicos; e também a conservação de sua umidade, preocupação cada vez mais comum entre as grandes marcas. Que têm apresentado ao mundo eficientes soluções. Para cada novo modelo de palheta proposto, estudado e desenvolvido, existe uma característica sonora, timbrística, de resposta e projeção, de resistência e consequente prolongamento de sua vida útil; ou seja, há um por que de sua produção.
O músico por outro ângulo tenta se encontrar ou encontrar a palheta que melhor subsidie suas necessidades. Este já deve ter em mente que tipo de som deseja, deve avaliar se a palheta escolhida constitui um elemento sonoro coeso. Está formando um bom conjunto com o resto de seu equipamento (boquilha, abraçadeira e ao próprio instrumento)? Entre outras coisas, devem ser observados o equilíbrio entre os registros, o domínio do executante sobre a palheta, como este acessório comporta-se se utilizado em subtones, superagudos, harmônicos, em passagens rápidas, em mudanças abruptas de registro, enfim em situações extrema para o seu uso; o equipamento deve ser observado de acordo com as necessidades do instrumentista e classificado ou qualificado sob a sua expectativa. Aos menos experientes: Devem ser dosados o número da palheta com o número da boquilha, concordo que este é um assunto difícil de ser discutido, mas com bom senso todos acabam definindo sozinhos seu “setup”. Não há pressa para isso, você será músico pro resto da sua vida e tenha certeza sua palheta um dia vai mudar! Para os iniciantes este tipo de preocupação (timbres, som escuro ou brilhante demais), é facilmente resolvido: Qualquer palheta #1,5 pode ser utilizada; o mais importante é a fidelidade à marca, isto fará com que sua evolução seja notada.
Leia em seguida minhas descrições sobre algumas marcas e alguns modelos de palhetas. Lembrem-se, tocar cada vez com uma palheta mais dura não significa que seu nível como instrumentista esteja galopantemente desenvolvendo. Esta numeração está relacionada com a abertura de sua boquilha (frontal e lateral), com o seu jeito de tocar (estilo), com aquilo que você quer do seu som. Não existem regras. O seu dia-a-dia o conduzirá às decisões acertadas, mais cedo ou mais tarde.
Palhetas Rico Royal
A palheta Rico Royal para saxofone é o resultado do alto padrão da cana para ser empregada nas mais diversas situações. Esta é uma palheta de altíssima qualidade a disposição dos saxofonistas profissionais, e pelo seu baixo custo pode também ser empregada na vida acadêmica. O corte francês da palheta Rico Royal dá uma maior flexibilidade, especialmente nos registros graves, acrescentando limpidez ao som mesmo quando se toca matizes como o pianíssimo. Esta é uma palheta de aplicação profissional, com excelente resposta e bom desempenho em qualquer tipo de música. As palhetas Rico Royal são produzidas do #1 ao #5 (com intervalos de 0,5). No Brasil é mais fácil encontrar do #1,5 ao #3 em embalagens com 10 unidades para todos os instrumentos.
Palhetas Rico Select Jazz
As palhetas Rico Select Jazz são feitas para suprir as exigências dos instrumentistas mais sofisticados; com a qualidade timbrísticas de canas criteriosamente selecionadas para os profissionais de jazz. Seu corte tem fortes características, como o “coração” bem definido, e a longelínea raspagem lateral. Proporciona uma projeção sonora sem precedentes, com bastante clareza e timbre apurado, responde com uma incrível agilidade e flexibilidade. A Select Jazz é a opção para melhorar sua sonoridade; usando palhetas do tipo Filed, preferidas freqüentemente por saxofonistas que usam boquilhas “round-chambered” como a MeyerTM (americana) ou a Otto LinkTM; ou para aqueles que usam boquilhas “medium-” ou “small-chambered”, para a obtenção de um som brilhante, como o da boquilha BeechlerTM, Berg LarsenTM ou DukoffTM, têm preferido as Selec Jazz Unfiled. As palhetas Rico Select Jazz são produzidas sob uma nomenclatura diferenciada: do #2S (Soft) ao #4H (Hard); assim 2S, 2M, 2H, 3S, 3M, 3H, 4S, 4M e 4H, onde o #2S corresponde aproximadamente a #1,75 da Rico Royal (esta relação não se mantêm para os números subseqüentes). No Brasil é mais fácil encontrar do #2S ao #3M (aproximadamente #3,5 da Rico Royal) em embalagens com 10 unidades para Altos e Sopranos, e com 5 unidades para Tenores.
Palhetas Rico Plasticover
Coberta com um revestimento especial, a palheta Plasticover da Rico tem uma mais duradoura vida útil. Desenvolvida para resistir a umidade e as mudanças climáticas, ela é ideal para quem precisa freqüentemente intercalar entre dois instrumentos ou ainda para quem os usa na rua, em bandas marcias ou de coreto. Esta palheta responde com precisão, volume e boa projeção; podendo ser aplicada com ótima qualidade ao jazz, em gravações e na música pop. As palhetas Plasticover são produzidas do #1 ao #5 (com intervalos de 0,5). No Brasil é mais fácil encontrar do #1,5 ao #3 em embalagens com 5 unidades para Clarinetes e Saxofones.
Palhetas Rico Frederick L. Hemke
Estas são palhetas selecionadas à mão para atender ao saxofonista que quer muito mais que uma resposta imediata, quer também uma excepcional impostação tonal e toda a flexibilidade de que precisa; tudo isso tocado com bastante velocidade. A Hemke, como é conhecida no Brasil, é produzida para o quarteto clássico de saxofones. Sua sonoridade escura permite que transite do meio clássico ao jazz tradicional; seu corte francês dá-lhe liberdade na resposta, especialmente nos registros graves, adicionando também clareza as notas e permitindo que se toque com suavidade.
- A Hemke é uma palheta “pronta” para tocar, com excelência profissional. É excitante tocar e perceber que conseguimos fazer frases mais longas e com mais velocidade e com boa articulação; tudo com um som incrível. Esta é também uma palheta leve, daí não estranhe se precisar de meio pontinho a mais, daquilo que costuma usar. As palhetas Frederick Hemke são produzidas do #1,5 ao #4 (com intervalos de 0,5). No Brasil é mais fácil encontrar do #2 ao #3 em embalagens com 5 unidades; disponível somente para Saxofones.
Palhetas Rico Reserve
Rico Reserve é o resultado demais de 75 anos de excelência na fabricação de palhetas. A alta densidade encontrada nos nós mais baixos da cana, cortadas com a precisão do corte de um diamante e medidas com laser óptico, além do avançado sistema de raspagem que coloca a Rico Reserve como um ícone no mercado de palhetas mundial. As palhetas Rico Reserve são embaladas com o Vitalizer TM para controle de umidade.
- A Reserve é uma palheta muito mais densa que o normal, portanto prefira experimentar uma numeração mais leve a aquela que está habituado. Seu som é surpreendente.
As palhetas Rico Reserve são produzidas do #2 ao #4,5 (com intervalos de 0,5). No Brasil é mais fácil encontrar do #2 ao #3,5 embaladas com 5 unidades e disponíveis para Sax Alto e Clarinete.
Palhetas Rico La Voz
Palhetas desenvolvidas para obter uma excelente projeção sem perder a versatilidade. As La Voz são manufaturadas com matéria prima selecionada visando sempre o seu melhor desempenho, por isso é a preferida de muitos saxofonistas profissionais. Sua forma de raspagem traduz-se num som profundo e poderoso, representando assim a voz dos saxofonistas por todo o mundo. As palhetas La Voz são produzidas sob uma nomenclatura diferente da maioria das palhetas: assim, do Soft (representado pela letra S) ao Hard (representado pela letra H), passando pelo Medium Soft – MS, Meduim – M e o Medium Hard – MH.
Correspondem aproximadamente, se comparadas com a Rico Tradicional_ da caixinha Laranja_ a: S = #2; MS = #2,5; M = #3; MH = #3,5 e H = 4,75, esta não é, portanto, uma palheta das mais leves. No Brasil é mais fácil encontrar do S ao M.
Palhetas Vandoren
As palhetas Vandoren Tradicional foram desenvolvidas e produzidas para obter-se um som extremamente puro. Proporcionado pela vibração obtida principalmente na ponta da palheta (área de maior vibração), contra-balançada pela resistência de sua espinha (área de maior densidade da cana; raspada gradualmente até a ponta da palheta). A palheta Vandoren Tradicional (também conhecida como a Palheta da Caixinha Azul), é a favorita dos saxofonistas eruditos de todo o mundo, mas é utilizada para qualquer tipo de música. São produzidas para todos os tipos de saxofone inclusive Sopranino e Baixo.
- Esta é uma palheta um pouco mais densa e por isso preferida no meio erudito. As palhetas Tradicionais da Vandoren são produzidas do #1 ao #5 (com intervalos de 0,5). No Brasil é mais fácil encontrar do #1,5 ao #3 em embalagens com 10 unidades para Clarinete, Sax Alto e Sax Soprano, e com 5 unidades para Sax Tenor e Sax Barítono.
Palhetas Vandoren V16
A Palheta Vandoren V16 foi lançada em 1993, em resposta a expectativa de alguns músicos americanos de Jazz. Ela tem uma ponta mais grossa e é mais comprida que a Vandoren Tradicional (observando-se o ângulo de raspagem mais íngrime). A V16 tem um som mais brilhante e percussivo, particularmente adaptável a nos estilos musicais. São produzidas para Sax Soprano, Alto e Tenor.
- Esta palheta é mais leve que a Tradicional na ponta, e tão rígida quanto, no centro. As palhetas V16 da Vandoren são produzidas do #1,5 ao #5 (com intervalos de 0,5); no Brasil é mais fácil encontrar do #1,5 ao #3 em embalagens com 10 unidades Sax Alto e Sax Soprano, e com 5 unidades para Sax Tenor.
Palhetas Vandoren JAVA
Esta palheta foi desenvolvida pela Vandoren em 1983 para jazz e música popular. É uma palheta muito mais flexível na área aonde as ondas se propagam com maiores extensões (na alma); do que a Vandoren Tradicional. E alcança uma área de vibração em sua superfície, maior e com máxima elasticidade. O nome JAVA deu-se da junção das palavras JAzz e VAndoren. Caracteriza-se por seu corte diferenciado, o que conduz a rapidez na resposta e uma expressividade sem igual ao tocar.
- Palheta de excelente resposta e timbre; vem “quase” pronta para tocar.
As palhetas JAVA da Vandoren são produzidas do #1,5 ao #5 (com intervalos de 0,5). No Brasil é mais fácil encontrar do #1,5 ao #3 embaladas com 10 unidades para Sax Alto e Sax Soprano, e com 5 unidades para Sax Tenor e Sax Barítono.
Palhetas Vandoren ZZ
Proporcionando-nos extrema rapidez e um timbre surpreendente, a palheta Vandoren ZZ é a mais recente inclusão a série de palhetas para jazz; disponível para o quarteto clássico de saxofones, esta é a primeira da série jazz produzida para Sax Barítono. A ZZ caracteriza-se por sua raspagem diferenciada entre o coração ou alma da palheta e sua extremidade mais fina. O resultado é uma palheta com um timbre extraordinário, com resposta imediata, equilíbrio e mobilidade entre os registros.
- Esta palheta nos dá a impressão de ser mais leve que a JAVA (só impressão!) e deixa o som, que já percebíamos timbrados, com um efeito aerado que só a ZZ tem. Além do “punch” obtido no início de cada nota tocada… sensacional! As palhetas Tradicionais da Vandoren são produzidas do #1,5 ao #4 (com intervalos de 0,5). No Brasil é mais fácil encontrar do #1,5 ao #3 embaladas com 10 unidades para Sax Alto e Sax Soprano, e com 5 unidades para Sax Tenor e Sax Barítono.
Palhetas Vandoren 56 Rue Lepic
Produzido com uma cana mais densa, a Vandoren 56 Rue Lepic emite um som rico, concentrado, estável, extremamente puro e homogênio em todos os registros. Dá-nos mais precisão nas passagens difíceis, mantendo suas características sonoras. Para manter todos as nuances timbríticas e prolongar sua vida útil, sua umidade (de quando manufaturada), é mantida entre 45% e 70% pelo “Flow-Pack”. As palhetas 56 Rue Lepic da Vandoren são produzidas do #2,5 ao #4,5 (com intervalos de 0,5). No Brasil é mais fácil encontrar do #2,5 ao #3,5 embaladas em caixas com 10 unidades, são de uso exclusivo dos Clarinetistas.
Palhetas Vandoren V12
A palheta V12 foi especificamente desenvolvida para suprir as exigências dos clarinetistas profissionais e está disponível somente para o Clarinete em Bb. Eles promovem um som rico e um controle sem igual. Estas palhetas são manufaturadas com tubos de cana no mesmo diâmetro das usadas na produção das palhetas para saxofone. Relacionando-as com as Vandoren Tradicionais, as V12 são meio ponto mais leves. As palhetas V12 da Vandoren são produzidas do #2,5 ao #5+ (com intervalos de 0,5). No Brasil é mais fácil encontrar do #2,5 ao #3,5 em embalagens com 10 unidades.
Agora é só escolher! Não tenha medo de experimentar, só não faça disso a sua razão de viver. Fidelizar-se a uma marca e modelo de palheta só contribuirá ao seu desenvolvimento.
Contato: alefmansur.teodoro@playtech.com.br
por alef mansur – setor de sopro da playtech teodoro sampaio
Provavelmente seja este o saxofone de utilização estudantil com melhores resultados numa análise racional; desde quanto custam, a como podemos avaliar sua aplicabilidade.
O som se propaga de forma homogênea, envolvendo o ambiente com uma sonoridade ampla e imponente.
Com timbre e projeção surpreendentes (para a categoria em que se acha), com seu acabamento sem falhas, e podendo designar como de boa atuação a sua boquilha, este saxofone adéqua-se a uma condição de bom custo-benefício; além de não necessitar de prévias intervenções técnicas para obter uma performance sem percalços.
O Jupiter 565 é um instrumento de aplicação cotidiana para principiantes, atendendo bem as suas necessidades; e de ótimo rendimento nas mãos de estudantes avançados_ que usufruem de habilidade e conhecimento técnico para agregar valor musical ao que este instrumento naturalmente lhes oferece.
Características:
- Corpo e chaves laqueados (latão polido);
- Campana removível (possibilita o acesso mais fácil à “couraça,” em casos eventuais de manutenção)
- Logotipo gravado na campana;
- Parafusos para micro-regulagem (facilita o serviço técnico de montagem do instrumento);
- Dedeira direita de ABS com opção de ajuste (esta é presa com um parafuso central, que dá opção de regulagem no sentido oblíquo_ para direita ou esquerda).
Recursos:
- F5 frontal (chave à ser acionada com o dedo indicador da mão direita);
- Bb na mão esquerda (chave geralmente menor com madrepérola_ côncava ou convexa dependendo do fabricante_ que pode ser acionada simultaneamente com a chave de Si, pelo dedo indicador ou pelo dedo médio, simplesmente);
- Chave de F# agudo (refere-se a nota da 3ª. oitava Fá#5, este recurso que permite uma 3ª. opção digitação);
- G# articulado (esta chave é movida por qualquer mecanismo da mesa, facilitando algumas passagens);
- Bb da “mesa” com desenho anatômico e interligado ao C#3 por um balancim (permite uma unidade do sistema, sem formar degraus entre as chaves).
Acessórios:
- Correia tipo “padded” com gancho plástico (de fecho mecânico);
- Boquilha Jupiter #4 standard completa (a melhor do gênero, na minha opinião);
- Palheta Vandoren V16 #2,5 (lacrada para manter a mesma umidade de quando manufaturada);
- Cork grease Jupiter tipo bastão;
- Flanela;
- Estojo de madeira com 4 compartimentos e fecho simples;
- Certificado de garantia (válido por 12 meses).
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Tel.: 11 3088 0006
por alef mansur – setor de sopro da playtech teodoro sampaio
Quando o saxofone foi desenvolvido por volta de 1840 pelo belga Antonie Joseph Sax, seu sistema de acionamento mecânico teve inspiração no feito do clarinetista alemão Theobald Boehm. No instrumento de Sax, montado sobre um tubo metálico cônico, contavam-se de 18 a 21 orifícios que combinados deixavam soar o cromatismo de duas oitavas e meia (Bb2 ao F#5) acionados de forma descomplicada, onde a disposição das notas compunham um diagrama funcional muito simples.
Foram explorados muitos recursos de digitação ao longo destes 168 anos de convívio com a obra prima de Adolphe Sax; onde o princípio da digitação combinava o dedilhado do oboé, com o sistema de acionamentos proposto por Boehm em 1832.
Algumas alterações já se propunham ainda na segunda década do século passado, como uma chave para o trinado do G#, disposta entre as chaves do E e F (na mão direita), presente principalmente em saxofones produzidos nos EUA. Em 1938 quando a francesa Buffet Crampon (reconhecida pela construção de clarinetes) montou uma sucursal nos Estados Unidos, convidou renomados construtores de saxofone e colocou no mercado um modelo assinado por cada um deles (entre os quais encontravam-se Frank Wolf e Carl Fischer); mas o ponto relevante deste comentário é que estes “Signature Models” tinham transpostas suas mesas como recurso á ser acionado com o dedo médio da mão direita. Os recursos foram dispostos em três mecanismos atrás da campana, ligeiramente acima das chaves de F, E e D. Outro tipo de recurso foi apresentado como um corretor de afinação… um ressonador do F para a 1a. e 2a. oitavas, localizado atrás do sax, antes e logo acima da curva que forma a campana; presente em alguns instrumentos americanos produzidos até a década de 30. Este ressonador é posto em ação num movimento oposto à chave de Fá, automáticamente; mas modifica a forma de digitação do G5.
A empresa francesa Vito, que anos mais tarde emprestou seu “design” a japonesa Yamaha, já tinha uma proposta para aquele que seria_ pelos músicos iniciantes_ o mais desejado recurso nos saxofones modernos, a chave de Fá sustenido agudo (F#5). A Vito a dispôs junto das chaves laterais (D5, D#5 ligeiramente abaixo da chave de F5) para ser acionada com o dedo anular da mão esquerda, já existiam instrumentos com o recurso onde o conhecemos, embora fosse mais cômodo na proposta francesa!
Os recursos que firmaram-se passaram a ser copiados por todos os fabricantes, entre outros possíveis aperfeiçoamentos, perduram, o F5 Frontal (chave acima do B4), o Bb médio, e agudo, na mão esquerda, o F#5 logo abaixo da chave de Bb lateral, acionado com a mão direita e o G# articulado pelas chaves de C#3, B2 e Bb2.
São recursos, todas as possibilidades de dedilhado alternativo encontradas em nossos instrumentos.
Por exemplo:
- F#3 e 4 na chave lateral acima da chave de F#5;
- Dó4 e 5 acionada com as chaves de B3 e 4 e a chave lateral (central) acima do mecanismo de Bb3 e 4.
- Bb somente na mão esquerda, (aquela com madre-pérola menor, entre as chaves de A e B) excelente para melodias em F Maior; ou acionado com os dedos indicadores das duas mãos em suas chaves de origem;
- Os superagudos são um capítulo à parte, pois fogem completamente ao convencional, e são extraídos por músicos experientes em posições que variam entre as marcas, os modelos e os tipos de saxes. Em determinados textos a utilização dos recursos agiliza a dedilhado dando-nos conforto e tranquilidade na execução, facilitando os trinados e alguns legatos, e ainda, na região aguda (a partir do Mi5) torna de forma geral o dedilhado bem mais flúido.
- Então, analise todas as possibilidades de seu sax, conheça as minúncias de seu funcionamento e não exite em adotar definitivamente a utilização, desde que sensata, de todos os recursos.
Lembrem-se: Recursos existem para tornar mais eficiente e rápida sua técnica de digitação; portanto, explore-os ao máximo e use-os sem contra-indicações.
por alef mansur – setor de sopro da playtech teodoro sampaio
O sax sempre foi um instrumento elitizado. Um sonho de consumo que permitiria chegar a forma de expressão artística mais fascinantemente encantadora, além de ser extremamente charmoso, e por conseguinte, sinônimo de “status”. Os grandes fabricantes do início do séc. XX fizeram deste período o mais criativo, requintado e o mais importante da história na sua produção. Compunham uma miscelânia de obra de arte e jóia preciosa que ajudou a perpetuar o desejo insaciável por este instrumento.
A produção de saxofones é históricamente reconhecida e imortalizada pelos franceses com o SELMER, criando o mito à partir da década de 30 com o Balanced Action até a década de 70 com o Mark VII, passando por vários modelos e inovações mecânicas e ergonômicas. Anteriormente, com os americanos, CONN, BUESCHER, KING e MARTIN; posteriormente com os alemãs B&S e JULIUS KEILWERTH, e os japoneses YAMAHA e YANAGUISAWA.
Hoje, o mercado nacional é dominado pela Yamaha, líder absoluta na preferência dos jovens consumidores, por dispor todo seu “Know How” a favor de um excepcional aproveitamento didático. Seguida de perto pela JUPITER (Taiwan), ainda com muitos modelos e séries desconhecidos dos brasileiros, mas com excelentes resultados no mercado. Porém, quem realmente fez a diferença no nosso mercado (bem no início do século XXI) derrubando os preços, foi a febre invasora de instrumentos de sopro chineses, os pejorativamente chamados “CHING LING”, por não terem nenhum compromisso eminente com o alto padrão de qualidade exigida nos conservatórios e universidades, nem com as mínimas necessidades dos estudantes_ como boa sonoridade e projeção, afinação e ergonomia.
Então, dentro desta diversidade, como proceder para escolher o seu primeiro saxofone?
1. Decida o valor máximo do seu investimento_ Este número incidirá entre R$1.000,00 e R$5.000,00 aproximadamente, se for um sax alto (este é didáticamente aconselhável); os tenores e sopranos dentro de uma mesma marca e modelo, são mais caros e impõem um pouco mais de dificuldade aos seus estudos;
2. Escolha uma marca com o melhor histórico de aceitação_ Pesquise bastante, converse com profissionais e/ou estudantes experientes;
3. Faça uma compra racional_ Entenda que na compra de um sax dentro do que apresentam-lhes como sendo um “BOM CUSTO-BENEFÍCIO”, (que já virou lugar comum) a perda do seu investimento é instantânea e substancial;
4. Observe aspectos como:
4.1. A Regulagem_
- Ergonomia (Qual o sax mais confortável? Compare! Analise alturas de chaves, o peso das molas, a resposta mecânica e ângulo de abertura do todel);
- Mecanismos com dois tempos, movimentos seccionados são frequêntes?
- Existem degraus entre chaves (comuns entre: Dó3/Ré#3, Si4/Fá5 frontal e Sib2/Si2/Dó#3/Sol#3e4);
4.2. Vazamentos_ no caso de instrumentos novos, podem ser causados por bocas amassadas, sapatilhas mal colocadas e qualquer chave, haste ou coluna fora de lugar, considere até falhas como campana torta, etc.
4.3. Sonoridade e Projeção_ É importante ouvir o instrumento, avaliar seu timbre e como é lançado este som, qual o seu alcance; análogamente, projeta em IR (som direto de pouco alcance) ou como Bluetooth, uma projeção que envolve todo o ambiente?
4.4. Acabamento_ Inclui uma análise dos pontos de solda, da ressistência estrutural e da cor do seu futuro instrumento. Podem ser laqueados, niquelados, dourados, prateados ou coloridos; prefira o que envolvem metais nobres, isto valoriza seu sax, sonora e monetáriamente.
4.5. Recursos_ Refiro-me a opções de digitação que lhes proporcionarão mais conforto e principalmente mais velocidade; são estas, partes integrantes da grande maioria das linhas de produção: o Fà Sustenido da 3a. oitava (F#5), o Fá frontal (F5_ localiza-se ligeiramente acima da chave do Si3/Si4), Si Benol na mão esquerda (Sib LH), Sol Sustenido articulado (este pode ser acionado também por qualquer outra chave_ B2, Bb2 e C#3_ que compõe um conjunto de mecanismos chamado mesa.
A aquisição de um saxofone deve ser orientada, mais pela razão do que simplesmente pelo calor da emoção no momento da escolha do seu primeiro instrumento.
- Pareço gélido e sem coração ao transmitir-lhes isso, mas pense no seu futuro como instrumentista, você merece o melhor desde o início de sua carreira; e definitivamente você não tem que tocar o suficiente para adquirir o sax do seu sonho, ele é quem te conduzirá ao sucesso!
Faça uma boa escolha e até a próxima.

